Monthly Archives: setembro 2016

Soy loca por ti macarajé!
   Alessandra  Vieira  │     10 de setembro de 2016   │     8:00  │  3

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Feito de macaxeira, o bolinho tem recheio de camarão, siri ou bacalhau

Sempre quis falar sobre o macarajé, criação premiada da baiana-alagoana Silvana Chamusca. Na verdade, sempre quis declarar – publicamente – meu amor a ele (secretamente, ele já sabe de toda essa minha afeição). Mas acontece que eu, realmente, precisava que o mundo também soubesse disso. Então lá vai: soy loca por ti macarajé!

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Na casa da Jatiúca painel de Maria Lucia é uma explosão de cores

Feito de macaxeira e frito no azeite de dendê, o bolinho é uma versão mais leve, mais suave dos tradicionais bolos de acarajé, cuja base da massa é o feijão fradinho. Crocantes por fora, macios por dentro e recheados com camarões cremosos, siri ou bacalhau. É quase um crime!

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No destaque, intervenção de Myrna Maracajá dá leveza ao “objeto estranho”

Servido em porções ou sendo uma das estrelas do Mix da Chefinha (dois macarajés, dois caldinhos de camarão ou polvo, dois pastéis de carne do sol com queijo coalho e dois bolinhos de feijoada recheados com bacon e couve), é a pedida perfeita para uma entradinha ou para petiscar. Acompanhado de uma cerveja bem gelada ou… bem, isso fica a gosto do freguês.

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Telas da artista visual Myrna Maracajá descontraem o ambiente

Eu sei, o macarajé é só uma das maravilhas servidas nos restaurantes de Silvana Chamusca e Adriana Just. Ainda tem a feijoada, o caruru, o picadinho com ovo poché, a moqueca de peixe, arroz de polvo, rabada (desossada com um molho todo especial), fritada de siri… comida com gosto de casa de vó, simples, mas com toque de chef. E uns mais elaborados, como os Lagostins na manteiga com champignon, alcaparras e batatas e o Risoto de camarão com leite de coco servido na cestinha de queijo parmesão (esses dois provei há alguns anos quando levei minha mãe pra conhecer o restaurante, em Ipioca). Todos deliciosos!

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Myrna Maracajá também ilustrou as pilastras da casa com cenas humoradas

Em suas casas, tanto a de Ipioca quanto a da Jatiúca (as fotos são todas de lá), o cliente é presenteado, não só com uma das melhores gastronomias populares de Maceió, mas com uma seleção das melhores atrações artísticas musicais da cidade e também com aconchego, carinho e simpatia.

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Charme e aconchego na área externa do Vila Chamusca – Jatiúca

Prova disso são essas palavras de Silvana publicadas em sua página no Facebook que transcrevo agora. “Às vezes, acordo sentindo todo cansaço do mundo. Cansada de tanta hipocrisia e falta de solidariedade. Mas levanto e agradeço a Deus por mais um dia de luta e vida. Ser dona de restaurante não e fácil, assim como tantas profissões. Até a comida chegar à mesa do cliente a gente já foi ao mercado, tratou o alimento, preparou a comida, arrumou a casa. Vivemos numa época de pouco comprometimento. Cozinha é um ofício onde o amor está presente o tempo todo. A gente tem que estar com saúde, alegria e bem estar. Às vezes, falta alguém e num bistrô isto é fatal. Mas quando, depois de todo cansaço do ofício, começam a chegar os clientes e te abraçam com carinho, se alimentam, saboreiam e elogiam, você vê que vale a pena. Todos perguntam porque temos um lugar diferente e especial. É porque recebemos todos como se fossem amigos chegando em nossa casa e a receita para mim está na simplicidade e espontaneidade. Agradeço a nossos clientes amigos pelo carinho de sempre. Aos nossos artistas que alimentam a alma das pessoas e aqueles que estão comigo nessa jornada com compromisso e alegria.”

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Em pé, Silvana Chamusca ao lado de Adriana Just, sua sócia

Veja também na edição deste sábado (10), na Gazeta de Alagoas.

 

MENU VILA CHAMUSCA

IPIOCA: Rua do Cruzeiro, 130 – Alto de Ipioca (Rua à esquerda da Igreja Nossa Senhora do Ó)

JATIÚCA: Rua Paulina Maria de Mendonça, 759 (entre a Álvaro Calheiros e a João Davino, rua que fica a sede do PMDB, antes da Creusa Cabelereira).
(82) 99993-1050 / 99106-2665

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Comida é feita para aguçar os sentidos
   Alessandra  Vieira  │     3 de setembro de 2016   │     10:21  │  0

Os atos de preparar a comida e comê-la, além do uso dos temperos, do tempo certo, da temperatura ideal, mordidas e mastigadas, também exigem a conjugação dos verbos surpreender, divertir, entreter, ousar, experimentar. Porque a comida não é feita apenas para ser comida e sim para aguçar os sentidos. O chef Aaron Ben Saffer tinha isso em mente quando montou o novo cardápio do Cozinha 110 (antigo Comedoria Gourmet do restaurateur Luiz Guzman, agora em sociedade com a nutricionista Paula Amélio).

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Chef Aaron Ben Saffer agora no comando do Cozinha 110

É assim com o Amassadinho, bolinho de macaxeira com carne do sol servido em uma camada de cheiro verde e pimentas de cheiro. Para degustá-lo, é preciso abri-lo ao meio e, como se fosse um pedaço de pão, limpar o prato, literalmente. Só assim, o sabor intencionado pelo chef é percebido em sua totalidade.

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Amassadinho: bolinho de macaxeira com carne do sol

Assim também com o Nadador, o caldo de camarão com leite de coco, acompanhado de uma porção de pó de dendê. Encorpado, o sabor do camarão é realçado com um truque que eu já conhecia da cozinha da minha mãe: as cabeças são cozidas e batidas no liquidificador, depois descartadas. A presença do leite de coco é forte, porém na medida (para quem gosta como eu). Estão lá todos os sabores, tudo marcante com equilíbrio. Também para quem gosta, o dendê em pó pode ser acrescentado na proporção que o paladar achar melhor.

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Nadador: caldinho de camarão acompanhado com porção de pó de dendê

O Vôôôte! foi mesmo batizado com uma expressão muitíssimo apropriada. Onde já se viu servir um carpaccio de abacaxi com tomates assados, queijo coalho, cebola roxa, calda de coentro, vinagrete de papaia e redução de balsâmico?? Impressiona porque o resultado é incrível! Ácido, refrescante, doce… uma harmonia de sabores resultado de uma operação delicada. A acidez da cebola é retirada deixando para o balsâmico completar a acidez e também dar o sabor adocicado. O papaia, por mais que seja doce, é neutralizado, ficando apenas um aroma frutado. Então temos o doce do abacaxi, o frutado desconcertante do papaia, a leve acidez do balsâmico e o sabor quase adstringente da cebola, finalizado com coentro pra que o sabor não saia da boca.

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Vôôôte!: carpaccio de abacaxi com uma variedade de outros sabores

Outro da linha de frente é o Chumbrego, a cumbuca de amendoim tropeiro acompanhada com uma fatia de queijo coalho assado, para finalizar redução de morango e balsâmico. É como um arrumadinho com a grata surpresa da substituição do feijão pelo amendoim. Destaque para o agridoce do prato – sabor pelo qual Aaron se sente mesmo atraído.

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Chumbrego: cumbuca de amendoim tropeiro

Também fazem parte dos novos pratos da casa os risotos Biquete (camarão com cremoso curry vermelho, arroz com gergelim e castanhas crocantes); Bigu do sertão (carne do sol, batata doce em palha, cebola agridoce e pó de manteiga) e Nem parece (amendoim, cebola roxa e feijão verde com chips de batata doce e castanha crocante).

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Nem parece: risoto de amendoim, castanha crocante e chips de batata doce

Aí vem a sobremesa. A Mexeriqueira. Um crocante de amendoim, biscuit de chocolate, ganache endurecido de chocolate com licor de laranja, calda de frutas vermelhas e um sorvete de creme. Ela vem meio bagunçada, obrigando a gente a misturar os sabores para perceber que cada mistura tem um resultado diferente, uma sensação diferente. Um “huuummm!” diferente.

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Mexeriqueira: sorvete de creme com crocante de amendoim, biscuit de chocolate…

TEM MAIS…

Além de mudar o nome e toda identidade visual, a casa também sofreu mudanças físicas. Seu interior foi todo repaginado para tornar o ambiente mais descontraído e alegre. O grafite foi escolhido para dar essa pegada mais pop e o artista Gedson o responsável pela explosão de cores nas paredes dos salões.

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Chef Aaron Ben Saffer, Paula Amélio e Luiz Guzman

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As paredes ganharam grafite do artista visual Gedson

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Em uma das paredes, fogão vermelho descontrai o ambiente

Veja também na edição deste sábado da Gazeta de Alagoas, no suplemento Revista Maré.

 

MENU

Cozinha 110

Álvaro Calheiros, 110 – Jatiúca – Maceió-Alagoas. Telefone para reservas: (82) 3313-0697

Entradas e tira-gostos: entre R$ 6,99 a R$ 26,90

Prato principal (individual): entre R$ 26 e R$ 34 (além dos novos, o restaurante continua servindo seus tradicionais, como o completão de carne de sol)

Horário de funcionamento: terça à sábado, das 11h30 às 16h e das 18h30 às 23h; domingo, das 11h30 às 17h30.

Aceita cartão e tem wifi.

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Neste fim de semana, Barra de São Miguel tem gosto e sotaque de Portugal
   Alessandra  Vieira  │     2 de setembro de 2016   │     16:04  │  0

Bacalhau Macuípe-blog

É mesmo verdade que o povo português foi quem mais contribui para a formação da culinária brasileira? “É verdade sim”, diria Gilberto Freire. “Sem o português não haveria cozinha brasileira”. Ao menos, não a que conhecemos. E quando pensamos nisso, inevitável não imaginarmos o que, para nós, se tornou o símbolo dessa influência: o bacalhau.

Ao forno, grelhado, ensopado, em postas ou desfiado, difícil encontrar alguém que não goste da iguaria. Tanto, que é o carro-chefe das nossas sagradas Semanas Santas. O motivo? Fica para outra conversa. Hoje, quero mesmo falar dos pratos de bacalhau que provei dia desses e que fazem parte do Festival Portugal em Cena, um convite irrecusável para passar este final de semana na Barra de São Miguel, sul do litoral alagoano.

O festival – pensado para homenagear o luso que escolheu Alagoas para chamar de sua – é promovido desde esta quinta (1º) e segue até este sábado (3), na Vila Niquin e até o domingo (4), nos hotéis integrantes da Associação dos Empresários da Barra de São Miguel (Aembar), realizadora do evento. Entre uma delícia e outra, também fazem parte do cardápio – além das belezas naturais desse nosso Paraíso – aula show dada pelo chef Sérgio Jucá (Restaurante Sur e Boteco do Mar); aula técnica de harmonização de vinho com um sommelier; curso ministrado pelo especialista em culinária portuguesa Luis Chaló; exposição com obras de Tânia Pedrosa, Lula Nogueira, Pedro Cabral e Persivaldo Figueiroa e shows do duo Divina Super Nova e das cantoras Wilma Araújo e Irina Costa. Oficinas e comercialização de produtos portugueses e artesanato local também fazem parte das atividades.

A convite da Associação, provei os pratos servidos pelos restaurantes Maracuípe, da Vila Niquim e o Tasca Português, de Maceió. Resultado: “É muuuuita bom!”, como se diz no bom português de Portugal.

O Lombo de bacalhau grelhado no azeite é a aposta do Macuípe. A receita da nutricionista Monique Lopes leva cebolas levemente gratinadas, azeitonas pretas, batatas sauté e ovos cozidos. Como acompanhamento, purê caseiro e arroz com brócolis. Leve, equilibrado – sal do bacalhau na medida certa. Saboroso! O prato é para duas pessoas: R$ 72.

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Lombo de bacalhau grelhado no azeite. Leve e equilibrado

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Nutricionista Monique Lopes no comando da cozinha do Macuípe

O chef português Luiz Teixeira, do restaurante Tasca Portuguesa (Avenida Brasil, em Maceió), optou pelo Lombo de bacalhau com casca crocante. O peixe é empanado na farinha de pão português (da casa) e servido com batatas ao murro, fatias de alho, azeite, pimentões verde e vermelho, azeitonas pretas e arroz branco. Harmonioso, suculento. A maneira com que o alho foi usado faz toda diferença. Delicioso! Durante o evento serão servidas porções individuais do prato: R$ 5 e R$ 7.

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Lombo de bacalhau com casca crocante. Harmonia e suculência

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Chef português Luiz Teixeira, do restaurante Tasca Portuguesa. Simpatia e tradição

Foi também do chef Luiz Teixeira a Baba de camelo, tradicional guloseima portuguesa feita com doce de leite de vaca e claras de ovos batidas em neve. A textura parece com a do mousse só que mais espumado. As claras em neve tiram o adocicado forte do doce de leite, o que na minha opinião, deixa a sobremesa simplesmente perfeita!

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Baba de camelo, tradicional guloseima portuguesa feita com doce de leite de vaca e claras de ovos batidas em neve

E TEM MAIS…

Quando for à Barra de São Miguel, não deixe de fazer o passeio de catamarã com partida do Village Barra Hotel até a praia do Gunga. A Mãe Natureza tem de presente paisagens únicas.

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Festival Portugal em Cena

Até este domingo (4), na Barra de São Miguel, Litoral Sul de Alagoas

Também participarão do Festival os restaurantes dos hotéis Gungaporanga, Village Barra Hotel, Iloa e Kenoa

Hoje (2), no Vila Niquin: 20h, aula show com o chef Serginho Jucá; 21h, show de Wilma Araújo. Entrada individual: R$ 10

Sábado (3), no Vila Niquin: 19h, homenagem às famílias portuguesas; 20h, aula de harmonização de vinhos; 21h, show com Irina Costa

Atividades paralelas: roteiro histórico e ecológico pela antiga igreja de Sant’Ana, História do Bispo Sardinha, Visita à Palateia (criatório de ostras) e mirante do Gunga

O Festival Portugal em Cena é uma realização da Associação dos Empresários da Barra de São Miguel e do Instituto Flor em parceria com o Sebrae. Patrocínio: UniCompra e Algás. Apoio do Governo de Alagoas, Prefeitura de Barra de São Miguel e Governo de Portugal

Mais informações: 99967-1414/99621-1706/98850-5911.

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