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Cachaça e caju: harmonia e tradição
   Alessandra  Vieira  │     8 de maio de 2018   │     9:54  │  0

Caju é uma fruta vistosa, exótica, com uma carne macia, suculenta e, acima de tudo, com o sabor da tropicalidade brasileira

Dizem que para se atingir uma situação de harmonia entre uma bebida e uma comida é necessário que as estruturas entre as duas se equilibrem, as sensações se ajustam e a dupla se realce mutuamente. O resultado: o prato enriquece a bebida, cobrindo carências aromáticas e gustativas, e os atributos sensoriais da bebida exaltam as qualidades da comida. Quando esta situação se concretiza, o prazer gustativo será máximo, caracterizando que o conjunto bebida-comida está harmonizado.

Agora pensem no caju. Fruta vistosa, exótica, com uma carne macia, suculenta e, acima de tudo, com o sabor da tropicalidade brasileira. Pensaram? Agora visualizem uma boa cachaça, mais exatamente a nossa Caraçuipe, mais exatamente ainda a Caraçuípe Prata, a cachaça branca da premiada marca alagoana.

Depois da destilação em alambique de cobre, a Caraçuipe Prata é maturada em tonéis de madeira (Jequitibá Rosa) durante seis meses

Dia desses visitei o Engenho Caraçuipe (www.engenhocaracuipe.com.br) e conheci seu processo de fabricação. É fantástico! Depois da destilação em alambique de cobre, a bebida é maturada em tonéis de madeira (Jequitibá Rosa) durante seis meses. Dessa forma, ela permanece com uma coloração cristal, límpida e transparente. O sabor é leve, equilibradamente ácido e refinado com notas aromáticas de perfume de frutas cítricas e original do campo.

Pois bem, lembram do parágrafo no início deste texto? É assim que funciona com o caju e a cachaça Caraçuipe. As sensações gustativas se ajustam e os dois se realçam mutuamente, se completam. Um pouco porque os contrastes de sabores se complementam, um pouco pelas afinidades tradicionais já consagradas – cresci vendo meu pai e tios brindando uma primeira rodada com cachaça e caju nas tardes do sítio da minha infância. As frutas colhidas ali mesmo nos tantos cajueiros que verdejavam no bairro da Guaxuma.

Caju e cachaça: as sensações gustativas se ajustam e os dois se realçam mutuamente, se completam

Foi com cachaça e caju que brindamos uma primeira rodada aqui em casa no último domingo e foi uma delícia!

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Além de comida boa, cultura na Bodega do Sertão para comemorar 10 anos
   Alessandra  Vieira  │     13 de maio de 2015   │     8:00  │  3

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O fogão da Bodega faz qualquer um perder a linha

São 10 anos matando a vontade de quem procura a típica culinária do Sertão brasileiro. É carne de sol com nata, arroz de queijo coalho derretido, sarapatel, guisados de carneiro e de galinha, charque, baião de dois, macaxeira, mungunzá… E os doces? Bolo de rolo, rabanada, bolo de milho, de macaxeira, de leite.

Quem já foi a Bodega do Sertão sabe do que estou falando. A diversidade e a qualidade da comida ainda vem acompanhadas de um lugar visualmente lindo e aconchegante. Sou fã!

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Empresária Francineide Freire, uma das responsáveis pelo sucesso da casa

Uma das coisas que eu acho mais bacana é o cuidado com os detalhes da decoração do restaurante. De cara já se percebe o quanto Nado e sua esposa Francineide Freire valorizam a cultura popular. É só lembrar daquele bule gigante que dá boas vindas na entrada. Tanto que para comemorar os 10 anos de existência da casa, eles prepararam uma programação cultural recheada dos sabores da comida e das tradições nordestinas. As atividades começam no próximo domingo (17) na praia da Ponta Verde. O tradicional som da banda da Polícia Militar  vai revesar com apresentações de maracatu e zabumba. “Com exceção desse dia, todo o restante da Semana Cultural da Bodega do Sertão vai acontecer aqui na frente do restaurante. Com isso, queremos resgatar os costumes do interior. Vamos montar uma quermesse com a cara do Nordeste e ainda teremos produtos dos nossos artesãos. Esculturas de argila, bonecas de pano. Queremos que as novas gerações conheçam nossas tradições e para aquelas que conhecem, matem a saudade”, disse Francineide.

PAPEL NO VARAL

O evento literário vai acontecer na quarta (20) e segundo Ricardo Cabús, coordenador do projeto, será montado um arraial com o tema poesia matuta. “Mas devemos incluir poemas com o tema comida também. O certo é que teremos textos de Tonho lambe-sola, Patativa do Assaré, Pinto do Monteiro, entre outros”.

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Programação começa no domingo na praia e segue até o dia 23

 

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Bodega do Sertão

Av. Júlio Marquês Luz, 62 – jatiuca

Segunda a sábado, de 11h30 às 22h

Domingo, de 6h30 às 22h

Contato: (82)3327-4446

 

Semana Cultural da Bodega do Sertão

De 17 a 23 de maio, das 18h30 às 20h

Aberto ao público.

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